Lionel Messi: história, carreira, títulos e recordes

Lionel Messi: conheça a história, carreira, títulos, recordes e os momentos que transformaram o jogador argentino em um dos maiores jogadores da história do futebol.

HISTÓRIA

9/6/202613 min ler

Lionel Messi: história, carreira, títulos e recordes
Lionel Messi: história, carreira, títulos e recordes

Lionel Messi é considerado um dos maiores jogadores da história do futebol. Desde os primeiros passos nas ruas de Rosário, na Argentina, até a consagração no Barcelona e na seleção argentina, sua trajetória foi marcada por talento, superação, títulos, recordes e momentos inesquecíveis.

Mas antes de se tornar uma estrela mundial, Messi precisou superar um problema de crescimento, enfrentar dificuldades financeiras e deixar sua família para trás ainda muito jovem para tentar realizar o sonho de jogar futebol profissional.

Lionel Messi: infância e primeiros passos no futebol

Lionel Andrés Messi nasceu em 24 de junho de 1987, em Rosário, na Argentina. Filho de Jorge Horacio Messi e Celia María Cuccittini, ele foi o terceiro de quatro irmãos.

A família tinha uma vida simples. Seus pais trabalhavam muito para sustentar os filhos e, embora não passassem fome, também não tinham condições financeiras confortáveis.

Desde criança, Messi apresentava uma personalidade bastante competitiva. Era extremamente ativo em casa e na escola e não gostava de perder. Apesar disso, era um bom aluno e bastante querido pelos colegas.

Entretanto, desde muito cedo ficou claro que sua verdadeira paixão era o futebol.

Sempre que tinha algum tempo livre, Messi procurava uma bola para jogar com os amigos. Nas ruas de Rosário e nos campos próximos de sua casa, começou a desenvolver uma habilidade incomum para uma criança de sua idade.

A avó de Messi teve um papel fundamental

Uma das primeiras pessoas a perceber que Lionel tinha algo especial foi sua avó. Ela costumava acompanhá-lo aos campos e incentivava sua paixão pelo futebol.

Quando Messi tinha apenas cinco anos, surgiu uma oportunidade para ele jogar em um clube do bairro. Inicialmente, foi impedido de entrar em campo porque era pequeno demais.

Quando finalmente recebeu autorização para jogar, surpreendeu todos os presentes.

A habilidade daquele menino com a bola chamava atenção de maneira imediata. Mesmo muito pequeno, Messi já demonstrava controle, dribles e uma capacidade de jogar que parecia estar muito além de sua idade.

Infelizmente, pouco tempo depois, Messi sofreu uma das maiores perdas de sua infância: sua avó faleceu.

Messi no Newell’s Old Boys

Em 1993, aos seis anos, Lionel Messi entrou nas categorias de base do Newell’s Old Boys, clube tradicional de Rosário.

Mais uma vez, o garoto impressionou desde os primeiros treinamentos e partidas. Sua técnica era diferenciada e rapidamente ele se tornou uma das principais referências de sua geração.

A equipe formada por jogadores nascidos em 1987 ficou conhecida como “Máquina de 87”. O time dominava seus adversários e acumulava vitórias e títulos.

Messi era o principal destaque daquele grupo.

Entretanto, enquanto sua carreira nas categorias de base avançava rapidamente, sua família começou a perceber que havia um problema físico que poderia comprometer seu futuro.

O problema de crescimento de Lionel Messi

Conforme os anos passavam, os pais de Messi perceberam que ele não crescia no mesmo ritmo que outras crianças de sua idade.

Em 1997, quando tinha aproximadamente nove anos, a família decidiu procurar especialistas.

Depois de vários exames, os médicos identificaram um problema relacionado aos hormônios responsáveis pelo crescimento.

Para tratar a condição, Messi precisaria receber aplicações diárias durante vários anos.

O tratamento exigia duas injeções por dia, uma em cada perna. Para uma criança, além do desconforto físico, aquilo representava um enorme desafio emocional.

O tratamento também era muito caro. O custo chegava a aproximadamente US$ 900 por mês, valor que a família Messi não tinha condições de pagar sozinha.

A ajuda financeira para o tratamento

Inicialmente, uma fundação chamada Ascindar ajudou a família a financiar o tratamento.

Aos 11 anos, Messi começou a enfrentar essa rotina de aplicações. O tratamento seria fundamental para seu desenvolvimento, mas o custo continuava sendo um problema.

Em 2000, quando Messi tinha 13 anos, a fundação informou que não poderia mais continuar pagando.

A família então procurou o Newell’s Old Boys.

O clube assumiu inicialmente a responsabilidade pelos custos, mas, depois de alguns meses, os pagamentos deixaram de ser realizados.

Sem outra alternativa, a família decidiu retirar Messi do clube e procurar uma nova oportunidade.

River Plate recusa Messi por causa do custo do tratamento

O próximo destino foi o River Plate, um dos maiores clubes da Argentina.

Messi realizou um teste e permaneceu alguns dias no clube. Os responsáveis ficaram impressionados com seu talento e reconheceram que estavam diante de um jogador extraordinário.

O problema não era futebolístico.

O River Plate não queria assumir o custo mensal do tratamento de aproximadamente 900 dólares. Para o clube, naquele momento, o investimento representava um risco financeiro muito elevado.

Foi então que surgiu uma oportunidade que mudaria completamente a vida de Messi.

A mudança para o Barcelona

Um familiar que vivia na Espanha conseguiu organizar um teste para Messi no Barcelona.

O jovem argentino viajou para a Espanha e rapidamente impressionou os responsáveis pelas categorias de base do clube catalão.

O talento era evidente.

Entretanto, havia uma questão importante: quem pagaria o tratamento médico?

O Barcelona atravessava dificuldades financeiras naquele período, e a contratação de um jovem estrangeiro que necessitava de um tratamento caro não era uma decisão simples.

As negociações duraram aproximadamente três meses.

O famoso contrato de Messi em um guardanapo

A história que se tornou lendária conta que, durante uma reunião em um restaurante, um dirigente ligado ao Barcelona decidiu formalizar o compromisso escrevendo os termos do acordo em um guardanapo.

O acordo previa que o Barcelona assumiria os custos do tratamento de Messi e ofereceria o suporte necessário para que o garoto pudesse viver na Espanha e continuar sua formação futebolística.

Assim começou uma das maiores histórias da história do futebol.

Messi deixou a Argentina acompanhado do pai e mudou-se para Barcelona.

Os primeiros problemas de Messi no Barcelona

A adaptação ao Barcelona não foi fácil.

Na temporada 2001/02, Messi sofreu uma lesão logo em sua segunda partida pelas categorias de base e perdeu grande parte da temporada.

Além do problema físico, precisava se adaptar a um novo país, uma nova cultura e uma nova rotina.

A distância da família e dos amigos também foi difícil para um garoto tão jovem.

Messi ainda enfrentou problemas burocráticos para poder atuar oficialmente na Espanha.

Somente em fevereiro de 2002 sua situação foi regularizada e ele conseguiu ser inscrito na Federação Espanhola de Futebol.

No mesmo período, Messi finalmente completou seu tratamento de crescimento.

Depois de anos enfrentando as dolorosas aplicações, ele não precisava mais tomar aquelas injeções.

A explosão de Messi nas categorias de base

Na temporada 2002/03, Messi começou a mostrar todo o potencial que possuía.

Em apenas 30 partidas, marcou 36 gols.

O Barcelona disputou quatro competições de base naquela temporada, e Messi foi eleito o melhor jogador em todas elas.

Seu desenvolvimento era impressionante.

Na temporada 2003/04, ele foi promovido ao Barcelona C, equipe que disputava a terceira divisão espanhola.

Em apenas 10 partidas, marcou cinco gols, resultado que foi suficiente para receber uma nova promoção.

Messi passou então ao Barcelona B, que competia na segunda divisão.

A estreia de Messi pelo Barcelona

Suas atuações no Barcelona B chamaram a atenção do treinador do time principal, Frank Rijkaard.

Em novembro de 2003, quando tinha apenas 16 anos, Messi foi convocado para um amistoso contra o Porto, comandado por José Mourinho.

Foi o primeiro contato do jovem argentino com a equipe profissional do Barcelona.

Apesar da estreia, Messi ainda não estava definitivamente integrado ao time principal.

Na temporada 2004/05, continuou sua evolução no Barcelona B, onde disputou 17 partidas e marcou seis gols.

Depois, recebeu finalmente oportunidades na equipe principal.

O primeiro gol de Messi pelo Barcelona

Ainda na temporada 2004/05, Messi disputou nove partidas pelo time principal.

Em 2005, marcou seu primeiro gol profissional pelo Barcelona.

A jogada ficou marcada por uma assistência de Ronaldinho Gaúcho. Messi recebeu a bola e finalizou por cobertura, mostrando desde cedo a qualidade técnica que se tornaria sua marca registrada.

Ronaldinho teve papel importante nos primeiros anos de Messi no elenco profissional e ajudou o jovem argentino durante sua adaptação.

Messi conquista o Mundial Sub-20

Depois daquela temporada, Messi voltou a defender a Argentina no Mundial Sub-20.

O jovem craque teve uma participação espetacular e liderou a seleção argentina ao título.

Além de conquistar o campeonato, Messi foi eleito artilheiro e melhor jogador da competição.

Seu desempenho fez com que recebesse sua primeira convocação para a seleção principal da Argentina.

A partir daquele momento, Messi começava a deixar de ser apenas uma promessa para se transformar em uma estrela internacional.

2005/06: os primeiros grandes títulos de Messi

Na temporada 2005/06, Messi passou a atuar ao lado de grandes estrelas como Ronaldinho e Samuel Eto’o.

O Barcelona viveu uma temporada de enorme sucesso e conquistou:

  • Supercopa da Espanha;

  • Campeonato Espanhol;

  • UEFA Champions League.

Messi, entretanto, sofreu uma lesão na reta final e não conseguiu participar dos últimos jogos da temporada.

Mesmo assim, terminou o período com 25 partidas, oito gols e quatro assistências.

Depois, disputou sua primeira Copa do Mundo.

Messi na Copa do Mundo de 2006

Messi chegou ao Mundial de 2006 ainda jovem e sem ser titular absoluto da Argentina.

A seleção avançou até as quartas de final, quando enfrentou a Alemanha.

Messi não começou aquela partida como titular e a Argentina acabou eliminada nos pênaltis.

Apesar da frustração, sua carreira no Barcelona continuava crescendo rapidamente.

2006/07: Messi vira titular absoluto

Na temporada 2006/07, Messi já havia conquistado seu espaço como titular do Barcelona.

O clube conquistou a Supercopa da Espanha, mas não conseguiu repetir os grandes resultados da temporada anterior.

Barcelona e Messi ficaram sem os títulos do Campeonato Espanhol e da Champions League.

Individualmente, porém, Messi continuou evoluindo.

Ele terminou a temporada com 36 partidas, 17 gols e três assistências.

Copa América de 2007

Na Copa América de 2007, Messi voltou a apresentar um futebol de alto nível pela Argentina.

A seleção chegou à final, mas perdeu para o Brasil por 3 a 0.

No final de 2007, Messi terminou como segundo melhor jogador do mundo, atrás do vencedor daquele ano.

2007/08: antes da revolução de Guardiola

Na temporada 2007/08, Messi continuava crescendo, mas o Barcelona já não apresentava o mesmo rendimento dos anos anteriores.

A parceria entre Ronaldinho e Frank Rijkaard estava chegando ao fim, e o clube terminou a temporada sem grandes títulos, além da Supercopa da Espanha.

Messi disputou 40 partidas, marcou 16 gols e deu três assistências.

Depois, participou dos Jogos Olímpicos de 2008.

Com a Argentina, conquistou a medalha de ouro, adicionando mais uma importante conquista internacional ao seu currículo.

No final daquele ano, Messi foi eleito novamente o segundo melhor jogador do mundo, desta vez ficando atrás de Cristiano Ronaldo.

2008/09: começa a era Pep Guardiola

A temporada 2008/09 representou uma transformação profunda no Barcelona.

Ronaldinho e Frank Rijkaard já não estavam no clube, enquanto Pep Guardiola assumia o comando da equipe principal.

Guardiola implementou um estilo de jogo baseado em posse de bola, movimentação, pressão e passes rápidos.

Ao lado de Xavi, Iniesta e Messi, o Barcelona formou uma equipe que entraria para a história do futebol.

Na temporada 2008/09, o clube conquistou tudo o que disputou:

  • Copa do Rei;

  • Campeonato Espanhol;

  • Champions League;

  • Mundial de Clubes.

Messi foi um dos grandes protagonistas dessa equipe e terminou como artilheiro e melhor jogador da Champions League.

Na temporada, registrou 51 partidas, 38 gols e 18 assistências.

Em 2009, finalmente conquistou o prêmio de melhor jogador do mundo pela primeira vez.

2009/10: mais gols e mais títulos

O Barcelona continuou dominante na temporada 2009/10.

Embora não tenha conquistado novamente a Champions League, o clube venceu a Supercopa da Espanha, a Supercopa da UEFA e o Campeonato Espanhol.

Messi foi o artilheiro do Campeonato Espanhol com 34 gols e também terminou como goleador da Champions League.

Ao final da temporada, marcou 47 gols em 53 partidas, além de registrar 11 assistências.

Na Copa do Mundo de 2010, Messi e a Argentina chegaram novamente às quartas de final.

A equipe foi eliminada pela Alemanha após uma derrota por 4 a 0.

Mesmo sem conquistar a Copa, Messi terminou o ano como melhor jogador do mundo novamente.

2010/11: mais uma Champions League

Na temporada 2010/11, Messi continuou em nível extraordinário.

O Barcelona conquistou a Supercopa da Espanha, o Campeonato Espanhol e a Champions League.

Messi terminou a competição europeia como artilheiro e melhor jogador.

No final de 2011, o Barcelona também conquistou o Mundial de Clubes.

Na decisão, o clube catalão enfrentou o Santos, de Neymar, e Messi teve uma atuação de destaque, sendo eleito o melhor jogador do torneio.

No final daquele ano, Messi conquistou pela terceira vez consecutiva o prêmio de melhor jogador do mundo.

2011/12: a temporada dos 73 gols

A temporada 2011/12 marcou um dos maiores momentos individuais da carreira de Messi.

O Barcelona não conseguiu vencer o Campeonato Espanhol nem a Champions League, mas conquistou a Supercopa da Espanha, a Supercopa da UEFA e a Copa do Rei.

Messi marcou 50 gols no Campeonato Espanhol, terminando como artilheiro.

Na Champions League, também terminou como goleador.

No total, foram 73 gols em 60 partidas, além de 29 assistências.

Mas o mais impressionante ainda estava por vir.

Durante todo o ano de 2012, Messi marcou 91 gols, estabelecendo um recorde que entrou para o Guinness World Records.

Foi uma das maiores demonstrações de capacidade ofensiva já vistas no futebol.

No final de 2012, Messi foi eleito pela quarta vez consecutiva o melhor jogador do mundo.

2012/13: mais um título espanhol

Após o fim da era Guardiola, o Barcelona entrou em uma nova fase.

Mesmo sem repetir completamente o domínio dos anos anteriores, o clube conseguiu conquistar o Campeonato Espanhol.

Messi foi novamente o artilheiro, com 46 gols.

Ao longo da temporada, marcou 60 gols em 50 partidas, além de registrar 16 assistências.

Em 2013, porém, voltou a terminar na segunda posição do prêmio de melhor jogador do mundo, atrás de Cristiano Ronaldo.

2013/14: lesão e poucos títulos

A temporada 2013/14 foi marcada por uma lesão que atrapalhou a sequência de Messi.

O Barcelona também teve uma campanha abaixo das expectativas e conquistou apenas a Supercopa da Espanha.

Messi terminou o período com 40 gols em 46 partidas, além de 11 assistências.

Depois, voltou a representar a Argentina na Copa do Mundo de 2014.

Copa do Mundo de 2014: vice-campeão com a Argentina

Na Copa do Mundo de 2014, Messi liderou a Argentina até a grande final.

A seleção argentina realizou uma excelente campanha e chegou à decisão contra a Alemanha.

O jogo permaneceu equilibrado durante os 90 minutos, mas a Alemanha marcou na prorrogação e venceu por 1 a 0.

A Argentina ficou com o vice-campeonato.

Apesar da derrota, Messi foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2014.

No final do ano, terminou novamente como segundo melhor jogador do mundo.

2014/15: nasce o lendário trio MSN

Na temporada 2014/15, o Barcelona voltou ao topo.

A formação ofensiva com Messi, Luis Suárez e Neymar, conhecida mundialmente como MSN, tornou-se uma das maiores forças ofensivas da história do futebol.

O Barcelona conquistou:

  • Copa do Rei;

  • Campeonato Espanhol;

  • Champions League.

Messi foi um dos principais jogadores da equipe e terminou entre os artilheiros da Champions.

Depois, voltou à seleção argentina para disputar a Copa América.

Mais uma vez, a Argentina chegou à final, mas perdeu para o Chile nos pênaltis.

No final de 2015, Messi ainda conquistou o Mundial de Clubes com o Barcelona.

A temporada terminou com números impressionantes: 57 partidas, 58 gols e 27 assistências.

Em 2015, Messi foi eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo.

2015/16: domínio nacional

Na temporada 2015/16, o Barcelona conquistou a Supercopa da UEFA, a Copa do Rei e o Campeonato Espanhol.

A Champions League foi o único grande troféu que ficou fora da coleção naquela temporada.

Messi terminou o período com 49 partidas, 41 gols e 23 assistências.

No final de 2016, ficou novamente em segundo lugar na disputa pelo prêmio de melhor jogador do mundo.

Copa América de 2016 e a frustração de Messi

Na Copa América de 2016, a Argentina voltou a chegar à final.

O adversário era novamente o Chile.

Mais uma vez, a decisão foi para os pênaltis e a Argentina acabou derrotada.

A sequência de finais perdidas provocou uma enorme frustração em Messi.

Após a derrota, o argentino chegou a anunciar que iria se aposentar da seleção.

Pouco tempo depois, entretanto, mudou de ideia e voltou a defender a Argentina.

2016/17: Messi mantém o alto nível

Na temporada 2016/17, o Barcelona terminou o Campeonato Espanhol na segunda colocação.

Apesar disso, conquistou a Supercopa da Espanha e a Copa do Rei.

Messi foi novamente o artilheiro do Campeonato Espanhol.

No total, disputou 52 partidas, marcou 54 gols e deu 16 assistências.

No final de 2017, terminou novamente como segundo melhor jogador do mundo, atrás de Cristiano Ronaldo.

2017/18: mais um Campeonato Espanhol

Na temporada 2017/18, o Barcelona voltou a conquistar o Campeonato Espanhol.

Messi terminou novamente como artilheiro e ajudou o clube a conquistar também a Copa do Rei.

Ao final da temporada, registrou 53 partidas, 46 gols e 18 assistências.

Depois, chegou o momento de disputar sua quarta Copa do Mundo.

Copa do Mundo de 2018

A Copa do Mundo de 2018 não terminou como Messi esperava.

A Argentina enfrentou dificuldades durante o torneio e acabou eliminada nas oitavas de final pela França, que posteriormente conquistaria o título mundial.

Messi se esforçou para ajudar a seleção, mas não conseguiu evitar a eliminação.

Os principais recordes de Lionel Messi

A carreira de Lionel Messi é marcada por números extraordinários.

Entre os recordes e marcas mais importantes alcançados ao longo de sua trajetória, destacam-se:

  • maior artilheiro da história do Barcelona;

  • um dos maiores goleadores da história do Campeonato Espanhol;

  • maior assistente da história do Campeonato Espanhol;

  • maior artilheiro da história da seleção argentina;

  • recorde de 91 gols em um único ano, em 2012;

  • cinco prêmios de melhor jogador do mundo no período abordado nesta trajetória.

Esses números ajudam a explicar a dimensão da carreira construída pelo argentino.

Por que Lionel Messi é considerado um dos maiores jogadores da história?

A grandeza de Messi não está apenas na quantidade de gols ou títulos.

Sua carreira foi construída a partir de uma combinação rara de talento técnico, controle de bola, drible, visão de jogo, capacidade de passe, finalização e inteligência dentro de campo.

O argentino também precisou superar obstáculos que poderiam ter interrompido sua carreira antes mesmo de ela começar.

O problema de crescimento, o alto custo do tratamento, a dificuldade financeira da família, a mudança para outro país ainda criança e a adaptação ao Barcelona fizeram parte de uma trajetória de superação.

Do garoto que jogava nas ruas de Rosário ao craque que conquistou os maiores títulos do futebol mundial, Messi construiu uma história que ultrapassa os números.

Sua passagem pelo Barcelona, suas atuações pela Argentina, seus recordes e os inúmeros prêmios individuais fizeram dele uma das figuras mais importantes da história do esporte.

E é justamente a combinação entre superação, longevidade, títulos, recordes e um talento técnico fora do comum que explica por que Lionel Messi ocupa um lugar tão especial na história do futebol.