Portugal vence Dinamarca por 4 a 2 e mostra evolução com Jorge Jesus
Portugal vence a Dinamarca por 4 a 2 na Nations League e mostra evolução com Jorge Jesus, Vitinha, Bruno Fernandes e João Félix em grande destaque. Mantendo 100% de aproveitamento na competição.
SELEÇÕESPORTUGAL
10/2/20267 min ler


A seleção de Portugal venceu a Dinamarca por 4 a 2 e conseguiu sua terceira vitória consecutiva na Nations League sob o comando de Jorge Jesus. Mais do que o resultado, a atuação apresentou uma evolução clara no futebol português, com pressão alta, intensidade, velocidade e maior agressividade ofensiva.
Com três jogos disputados, Portugal soma três vitórias, sete gols marcados e apenas três sofridos. O triunfo sobre a Dinamarca foi, até agora, a atuação mais convincente da equipe na nova era de Jorge Jesus.
Portugal apresenta uma nova identidade com Jorge Jesus
Desde a chegada de Jorge Jesus, Portugal vem apresentando mudanças importantes na maneira de jogar.
A seleção deixou de lado parte do futebol mais previsível e passou a assumir uma postura mais agressiva. A equipe procura pressionar a saída de bola adversária, marca mais alto e tenta recuperar a posse rapidamente depois de perder a bola.
Esse comportamento também faz Portugal assumir mais riscos defensivos.
Quando a pressão funciona, a seleção consegue recuperar a bola em zonas perigosas e atacar rapidamente. Quando o adversário consegue escapar da primeira pressão, porém, aparecem espaços para explorar, principalmente nas transições defensivas.
Foi justamente esse equilíbrio entre agressividade e exposição que marcou a vitória contra a Dinamarca.
Escalação de Portugal contra a Dinamarca
Jorge Jesus promoveu algumas mudanças em relação à equipe que havia enfrentado a Noruega.
A defesa foi formada por Diogo Costa, João Cancelo, Rúben Dias, Renato Veiga e Nuno Mendes. No meio-campo, Rúben Neves entrou no lugar de Palhinha, enquanto Vitinha ganhou uma função mais avançada.
No setor ofensivo, Bruno Fernandes assumiu uma posição central, enquanto Rafael Leão recebeu uma oportunidade pelo lado esquerdo. Pedro Neto atuou pela direita e Gonçalo Ramos foi utilizado como referência no ataque.
A escalação mostrou claramente a intenção de Jorge Jesus de ter uma equipe com maior intensidade e capacidade de pressionar o adversário desde o início da construção.
João Cancelo marca o primeiro gol de Portugal
Portugal começou a partida pressionando a Dinamarca e conseguiu abrir o placar depois de uma recuperação de bola no campo adversário.
João Cancelo participou diretamente da pressão após a perda da posse, recuperou a bola e acionou Gonçalo Ramos. O atacante devolveu rapidamente e permitiu que Cancelo continuasse a jogada.
O lateral apareceu em posição ofensiva e finalizou para fazer Portugal 1 a 0 Dinamarca.
O lance resumiu uma das principais características do novo modelo português: pressionar imediatamente após perder a bola e acelerar o ataque depois da recuperação.
Dinamarca empata e expõe problema defensivo
A Dinamarca conseguiu reagir e empatou a partida.
O gol mostrou uma das principais fragilidades que Portugal ainda precisa corrigir: a recomposição defensiva após perder a bola.
O meio-campo português não conseguiu acompanhar corretamente a movimentação adversária, enquanto a marcação pelo lado esquerdo também deixou espaço para a finalização.
A Dinamarca aproveitou e marcou um belo gol, deixando tudo igual.
O lance mostrou que a pressão alta de Jorge Jesus exige uma excelente organização coletiva. Quando Portugal não consegue recuperar a bola rapidamente, a linha defensiva pode ficar exposta.
Gonçalo Ramos recoloca Portugal na frente
Portugal não demorou a responder.
Gonçalo Ramos teve uma participação importante na construção do segundo gol. O atacante mostrou qualidade no jogo de apoio, fazendo o pivô e utilizando seu corpo para conectar os jogadores que chegavam de frente.
Bruno Fernandes também apareceu na jogada e aproveitou o espaço para avançar.
A finalização portuguesa foi rápida e surpreendeu a defesa dinamarquesa, colocando novamente Portugal em vantagem.
Gonçalo Ramos teve uma atuação importante não apenas pelo trabalho ofensivo, mas também pela intensidade na pressão sobre a saída de bola adversária.
Rasmus Højlund empata novamente
No segundo tempo, a Dinamarca voltou a encontrar espaços.
Rasmus Højlund aproveitou uma falha na proteção da profundidade portuguesa e ficou em condições de finalizar diante de Diogo Costa.
O atacante teve tranquilidade para finalizar por cobertura e deixou o placar novamente empatado em 2 a 2.
A jogada voltou a mostrar os riscos do sistema de pressão alta adotado por Jorge Jesus.
Portugal precisa melhorar a leitura defensiva quando a primeira linha de pressão é superada, principalmente para impedir que os adversários explorem o espaço nas costas da defesa.
Vitinha marca e mostra sua nova função
Mesmo depois do empate, Portugal manteve uma postura ofensiva.
Bruno Fernandes cresceu na segunda etapa e começou a encontrar mais espaços para participar da construção das jogadas.
Em uma dessas ações, o meia encontrou Vitinha dentro da área.
O meio-campista apareceu em uma zona mais avançada e marcou de cabeça, colocando Portugal novamente na frente.
Foi um momento importante para entender a função que Jorge Jesus pretende dar ao jogador.
Jorge Jesus quer Vitinha mais perto do ataque
Vitinha não deve atuar como um primeiro volante completamente preso à frente da defesa.
A intenção de Jorge Jesus é permitir que o jogador se movimente mais pelo campo, participe das triangulações e apareça em zonas próximas da área.
Essa função aproveita melhor sua capacidade técnica, qualidade no passe e inteligência para conectar os diferentes setores da equipe.
No Paris Saint-Germain, Vitinha já demonstrou capacidade para atuar dessa maneira, movimentando-se por diferentes zonas do campo e chegando ao ataque.
Na seleção portuguesa, Jorge Jesus pretende adaptar essas características ao seu próprio modelo de jogo.
Bruno Fernandes cresce no segundo tempo
Bruno Fernandes também teve uma evolução importante durante a partida.
Depois de um primeiro tempo em que ainda buscava o melhor posicionamento, o meia apareceu mais no segundo período e passou a verticalizar as jogadas com maior frequência.
Além de finalizar mais, Bruno encontrou Gonçalo Ramos em boas condições e deu um excelente passe para Vitinha marcar.
A atuação é particularmente importante porque existe uma disputa por espaço entre Bruno Fernandes e João Félix no setor central.
Jorge Jesus ainda poderá buscar uma maneira de utilizar os dois juntos, mas isso exigiria ajustes no sistema para preservar a velocidade dos jogadores pelos lados.
João Félix entra e marca o quarto gol
Na reta final, Jorge Jesus realizou mudanças importantes.
Trincão, João Neves, João Félix e Diogo Dalot entraram em campo e contribuíram para manter a intensidade portuguesa.
O quarto gol nasceu justamente de uma jogada que representa a filosofia ofensiva de Jorge Jesus.
Portugal conseguiu escapar rapidamente da pressão dinamarquesa, acelerou a jogada e acionou o lateral em velocidade.
O jogador avançou pelo corredor como um ponta e cruzou com precisão para João Félix, que apareceu dentro da área para completar a jogada.
Portugal chegou, assim, aos 4 a 2 e confirmou a vitória.
João Félix marca pelo terceiro jogo consecutivo
O gol também manteve uma sequência importante para João Félix.
O atacante marcou nos três primeiros jogos de Portugal sob o comando de Jorge Jesus:
Gol contra o País de Gales;
Gol contra a Noruega;
Gol contra a Dinamarca.
Contra os dinamarqueses, João Félix começou no banco, entrou durante a partida e voltou a marcar.
O momento reforça sua importância no elenco e mantém aberta a disputa por uma vaga entre os jogadores ofensivos de Portugal.
Portugal 4 x 2 Dinamarca: a melhor atuação da era Jorge Jesus
A vitória por 4 a 2 representa, até aqui, o melhor desempenho de Portugal sob o comando de Jorge Jesus.
A Dinamarca conseguiu marcar duas vezes e expôs problemas defensivos portugueses, mas Portugal demonstrou capacidade de reação em todos os momentos.
A equipe não perdeu o controle emocional depois dos dois empates e continuou procurando o gol.
A principal diferença está no comportamento coletivo.
Portugal pressiona mais alto, acelera as transições, utiliza os laterais de forma agressiva e tenta atacar rapidamente depois de recuperar a posse.
Ainda existem problemas defensivos para corrigir, mas a identidade da equipe começa a ficar mais evidente.
Por que Rafael Leão usou a camisa 7?
A utilização da camisa 7 por Rafael Leão também chamou atenção antes da partida.
A explicação apresentada é que a numeração segue as regras da UEFA para a competição. Com os jogadores disponíveis, a camisa precisava ser atribuída a um atleta, e Rafael Leão acabou utilizando o número.
Portanto, a camisa 7 de Rafael Leão não deve ser interpretada automaticamente como uma mensagem relacionada a Cristiano Ronaldo.
Mesmo assim, a imagem naturalmente chamou atenção devido à ligação histórica entre Cristiano Ronaldo e o número na seleção portuguesa.
Cristiano Ronaldo e o futuro da seleção portuguesa
A ausência de Cristiano Ronaldo também foi um dos principais assuntos ao redor da partida.
Dentro de campo, porém, Portugal mostrou que possui outros jogadores capazes de assumir responsabilidades.
Gonçalo Ramos aproveitou a oportunidade como centroavante, enquanto Vitinha e Bruno Fernandes tiveram papéis importantes na construção ofensiva. Rafael Leão também ganhou espaço e mostrou sua capacidade pelo lado esquerdo.
Isso não significa que exista necessariamente uma oposição dos jogadores a Cristiano Ronaldo.
A questão principal é que uma nova geração de atletas precisa disputar posições e demonstrar seu valor dentro da seleção.
Portugal possui qualidade suficiente para construir um futebol coletivo forte, independentemente de depender exclusivamente de um jogador.
Jorge Jesus evita ampliar a polêmica
Jorge Jesus também adotou uma postura mais cuidadosa ao ser questionado sobre Cristiano Ronaldo.
Antes da partida, o treinador evitou entrar no assunto e afirmou que o foco deveria estar no jogo contra a Dinamarca.
Depois da vitória, manteve a mesma linha e preferiu falar sobre o desempenho da seleção e sobre a evolução da equipe.
A postura foi diferente da coletiva anterior, que havia provocado grande repercussão.
Neste momento, o treinador parece concentrado em fortalecer o trabalho dentro de campo e evitar que questões externas desviem a atenção da equipe.
O que esperar de Portugal daqui para frente?
Portugal chega aos próximos compromissos com três vitórias em três jogos na Nations League.
A equipe marcou sete gols e sofreu três, números que mostram um início positivo em termos de resultados, mas que também apontam para alguns aspectos defensivos que precisam ser trabalhados.
A pressão alta e a linha mais adiantada são características que podem tornar Portugal mais agressivo, mas exigem organização para evitar espaços nas costas da defesa.
O desempenho contra a Dinamarca mostrou que Jorge Jesus já conseguiu implementar parte de sua filosofia.
A seleção portuguesa está mais intensa, vertical e agressiva. Vitinha ganhou liberdade para chegar ao ataque, Bruno Fernandes cresceu na segunda etapa, Gonçalo Ramos mostrou importância na pressão e João Félix manteve sua sequência de gols.
Ao mesmo tempo, a situação envolvendo Cristiano Ronaldo permanece como uma questão importante para o futuro da seleção.
Por enquanto, o que acontece dentro de campo é claro: Portugal venceu a Dinamarca por 4 a 2, manteve os 100% de aproveitamento na Nations League e apresentou sua atuação mais convincente desde a chegada de Jorge Jesus.
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