Zinedine Zidane estreia na França com vitória sobre a Turquia e promove grandes mudanças
Zinedine Zidane estreia na França com vitória sobre a Turquia, muda o ataque e preocupa com lesão de Kylian Mbappé. Veja as novidades da nova seleção francesa.
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9/26/20267 min ler


Zinedine Zidane começou sua trajetória como técnico da seleção francesa com uma vitória por 1 a 0 sobre a Turquia pela Liga das Nações. O resultado foi positivo, mas a estreia também deixou importantes pontos de atenção, principalmente após Kylian Mbappé sentir o joelho esquerdo depois de marcar o gol da França.
Mais do que o placar, a primeira partida de Zidane mostrou algumas das ideias que o treinador pretende implementar na seleção. Houve mudanças na convocação, na escalação, no sistema ofensivo, no posicionamento dos atacantes e até na relação da equipe com a imprensa.
Zinedine Zidane começa novo ciclo na seleção francesa
A estreia de Zinedine Zidane como técnico da França era aguardada com enorme expectativa. Depois de construir toda a sua carreira como treinador no Real Madrid, Zidane finalmente assumiu o comando da seleção francesa, um objetivo que perseguia há bastante tempo.
O treinador iniciou seu trabalho com uma vitória difícil diante da Turquia, mas a atuação mostrou que a França ainda precisa de tempo para assimilar completamente suas novas ideias.
Neste primeiro jogo, Zidane começou a deixar clara a identidade que pretende dar à equipe: uma seleção mais ofensiva, criativa e com maior liberdade para seus principais jogadores de ataque.
Zidane muda a convocação da França
Uma das primeiras diferenças apareceu na própria convocação.
Mesmo tendo uma Data FIFA importante pela frente, Zidane optou por trabalhar com um grupo mais reduzido, de aproximadamente 20 jogadores. A escolha demonstra a intenção de formar um elenco mais fechado e próximo do treinador.
Alguns jogadores que fizeram parte do ciclo anterior e estiveram na Copa do Mundo ficaram fora por opção.
Na lateral esquerda, por exemplo, Lucas Hernández e Malo Gusto não foram convocados. Nenhum dos dois estava lesionado, indicando que a ausência foi uma decisão de Zidane.
Para a posição, o treinador escolheu Truffert, jogador do Bournemouth, de 24 anos.
Na defesa, Dayot Upamecano começou como titular ao lado de Lacroix. William Saliba ficou fora por lesão e deve voltar a disputar espaço quando estiver novamente disponível.
Jules Koundé continuou na lateral direita, enquanto Mike Maignan manteve a titularidade no gol.
Cherki ganha espaço no meio-campo
Outra mudança importante promovida por Zinedine Zidane foi a utilização de Rayan Cherki como titular.
O jogador já havia recebido oportunidades com Didier Deschamps, mas não ocupava uma posição de titular consolidado na seleção francesa.
Com Zidane, Cherki começou ao lado de Adrien Rabiot e Manu Koné no meio-campo.
A escolha reforça a impressão de que o novo treinador pretende aumentar a criatividade da França. Cherki oferece capacidade técnica e possibilidade de atuar entre as linhas, características que podem ser importantes para uma equipe que busca jogar de maneira mais ofensiva.
Apesar disso, Cherki não teve uma grande atuação contra a Turquia. Como o trabalho de Zidane está apenas começando, ainda será necessário observar como o meia se adapta ao novo sistema.
Mbappé pela esquerda, Olise pela direita e Dembélé como falso 9
A principal mudança tática da estreia de Zidane apareceu no ataque.
O treinador utilizou a França em um 4-3-3, com Kylian Mbappé aberto pela esquerda, Michael Olise pela direita e Ousmane Dembélé atuando como falso 9.
A ideia é aproveitar melhor as características dos três jogadores.
Mbappé pode começar pela esquerda e explorar sua velocidade para atacar os espaços. Olise fica responsável por ocupar o lado direito e participar da criação. Já Dembélé atua centralizado, mas com liberdade para sair da posição e participar da pressão sobre a defesa adversária.
Foi justamente essa movimentação que esteve diretamente relacionada ao gol francês.
Dembélé pressiona, Olise assiste e Mbappé marca
Aos 54 minutos, a nova estrutura ofensiva da França produziu o único gol da partida.
Dembélé pressionou a saída de bola da Turquia como falso 9 e ajudou a provocar um erro da defesa adversária.
A França recuperou a posse e Olise encontrou Mbappé. O atacante apareceu para finalizar e marcou o gol que colocou a seleção francesa em vantagem.
O lance é significativo porque mostra uma das ideias que Zidane pretende utilizar: pressão alta, recuperação rápida da bola e aproveitamento da velocidade e da qualidade técnica dos atacantes.
França ainda não apresenta a fluidez esperada
Apesar do gol e da vitória, a seleção francesa apresentou dificuldades durante boa parte da partida.
A equipe encontrou problemas para construir as jogadas e teve dificuldades para acelerar o jogo. O primeiro tempo foi marcado por erros e pouca fluidez ofensiva.
A mudança de treinador ajuda a explicar parte dessas dificuldades. Os jogadores ainda estão se adaptando às novas funções e aos novos posicionamentos.
Na parte final do primeiro tempo, porém, a França começou a criar mais oportunidades.
Cherki teve uma boa chance, Olise também apareceu em situação perigosa e Rabiot tentou finalizar.
Ainda assim, a equipe não conseguiu transformar sua superioridade em um número maior de gols.
Mbappé sente o joelho após marcar o gol
O principal ponto de preocupação da estreia de Zidane foi a situação física de Kylian Mbappé.
Logo depois de finalizar e marcar o gol da França, o atacante colocou a mão no joelho esquerdo e caiu no gramado.
Mbappé ainda tentou continuar na partida, mas acabou sendo substituído alguns minutos depois por Désiré Doué.
O problema chamou atenção porque não houve contato direto com outro jogador no momento da lesão.
Por isso, seria necessário realizar exames para determinar a gravidade do problema e identificar exatamente a origem da dor.
A situação de Mbappé passa a ser um dos principais pontos de atenção para os próximos compromissos da França.
França vence, mas Turquia também cria oportunidades
Depois do gol de Mbappé, a França teve algumas oportunidades para ampliar a vantagem, mas não conseguiu marcar novamente.
A Turquia também encontrou alguns espaços e teve seus momentos durante a etapa final.
O placar permaneceu em 1 a 0 até o fim, garantindo a vitória da França na estreia de Zidane.
O resultado foi importante, mas a atuação mostrou que ainda existe muito trabalho pela frente para que a equipe alcance o nível de organização e fluidez pretendido pelo novo treinador.
Zidane também muda o acesso da imprensa à seleção francesa
As mudanças de Zinedine Zidane não estão acontecendo apenas dentro do campo.
O treinador também decidiu alterar a relação da seleção francesa com a imprensa.
Durante o ciclo anterior, os jornalistas tinham maior acesso aos arredores da concentração. Um dos momentos que havia se tornado tradicional era a chegada dos jogadores ao local de concentração.
Os atletas eram acompanhados pela imprensa e esse momento também chamava a atenção dos torcedores, especialmente pelos diferentes estilos utilizados pelos jogadores ao chegarem.
Zidane decidiu acabar com esse acesso.
A imprensa não poderá mais acompanhar diretamente a chegada dos jogadores à concentração, criando um ambiente mais reservado desde o primeiro momento.
A Federação Francesa continua disponibilizando imagens oficiais dessas chegadas, mas sem o mesmo acesso direto que existia anteriormente.
Zidane restringe gravações nos bastidores
Outra mudança envolve as gravações dentro das áreas privadas da concentração.
A seleção francesa costumava produzir conteúdos de bastidores, mostrando momentos do cotidiano dos jogadores, treinos, refeições e outras situações durante a Data FIFA.
Zidane decidiu restringir esse tipo de conteúdo nas áreas consideradas mais privadas.
O treinador quer evitar câmeras nos espaços destinados à privacidade dos jogadores e pretende criar um ambiente no qual os atletas possam se sentir mais protegidos durante a concentração.
A decisão representa uma mudança significativa em relação à maneira como a seleção francesa vinha trabalhando anteriormente.
Uma seleção francesa mais fechada sob Zidane
As primeiras decisões de Zidane mostram uma mudança de filosofia também fora do campo.
O treinador está procurando controlar mais o ambiente ao redor da seleção, reduzindo o acesso da imprensa e limitando imagens dos bastidores.
A proposta é criar um grupo mais fechado e concentrado no trabalho.
Ao mesmo tempo, a Federação Francesa procura manter parte do conteúdo que interessa aos torcedores por meio de imagens oficiais.
Assim, o início da era Zidane apresenta duas mudanças paralelas: uma transformação esportiva dentro do campo e uma maior restrição de acesso fora dele.
Próximo jogo da França será contra a Bélgica
Depois da vitória sobre a Turquia, a seleção francesa terá a Bélgica como próximo adversário pela Liga das Nações.
O confronto será disputado na próxima segunda-feira e representará mais uma oportunidade para Zidane testar suas ideias.
Na sequência, a França enfrentará a Itália e voltará a jogar contra a Bélgica.
A sequência será importante para o treinador avaliar seus jogadores, ajustar o sistema 4-3-3 e encontrar o melhor equilíbrio entre criatividade e organização.
Também será necessário acompanhar a situação física de Mbappé depois do problema no joelho esquerdo.
O que esperar da França de Zidane?
A estreia de Zinedine Zidane na seleção francesa terminou com uma vitória por 1 a 0, mas o resultado não conta toda a história.
O treinador já promoveu mudanças importantes na convocação, escalou Cherki como titular, modificou o posicionamento do trio ofensivo e adotou uma postura mais restritiva em relação ao acesso da imprensa.
Dentro de campo, a utilização de Mbappé pela esquerda, Olise pela direita e Dembélé como falso 9 foi uma das principais novidades.
O gol da vitória mostrou que a pressão de Dembélé e a movimentação dos atacantes podem fazer parte da identidade da nova França.
Por outro lado, a equipe ainda apresentou dificuldades para construir jogadas e acelerar o jogo, mostrando que as ideias de Zidane precisarão de tempo para serem assimiladas.
A próxima partida contra a Bélgica será mais uma oportunidade para observar a evolução da seleção francesa e entender melhor o que o novo treinador pretende construir neste início de ciclo.
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